quinta-feira, 25 de abril de 2013

V SIEPE - 2013, Campus Bagé (1)

Reunião geral discute a viabilidade e as condições para realizar o Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão outra vez

por Fernando Junges (1)
Giovani Andreoli (2)
e Paloma Rosa (3)


Diretor do Campus Bagé realiza comunicado (à esquerda). Foto: Giovani Andreoli.


Na quarta-feira dia 17/04/2013, às 16:00, houve uma reunião por convocatória de professores e técnicos administrativos no auditório do Campus Bagé. Presidiram a reunião o diretor do Campus Fernando Junges, o coordenador acadêmico Paulo Duarte Filho e a coordenadora administrativa Paloma Rosa. A pauta foi a viabilidade de realização do V SIEPE (Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão) de 2013 no Campus Bagé, como feito em 2012. Esta demanda surgiu de uma consulta realizada pelo Gabinete da vice-reitoria aos dez campi da Unipampa.

A equipe diretiva do Campus explicou que o Gabinete da vice-reitoria realizou uma consulta a todos os dez Campi, constatando que estes se manifestaram por não sediarem o evento neste momento, em função das estruturas dos Municípios e dos próprios Campi (a maioria está com obras em andamento). Deste modo, os servidores presentes discutiram com seriedade e preocupação acerca da pertinência da realização de um evento de tamanha envergadura no Campus, ainda mais que seria (ou será) o segundo ano seguido. Levantaram a questão da autonomia dos Campi diante das designações da Reitoria, de qual seria a conseqüência prática para uma resposta negativa ao pedido, bem como de quais as condições para que se desenvolva uma relação efetivamente colaborativa entre as unidades.

O Diretor do Campus explicou o seu posicionamento diante do vice-reitor enquanto representante da Unidade: a condição primária para a realização do SIEPE 2013 em Bagé seria um compromisso de que o Campus não será sede novamente em 2014, visto que um terceiro ano consecutivo em uma mesma unidade não é coerente com o caráter multicampi da instituição e, conseqüentemente, do evento.


Professores e técnicos do Campus Bagé discutem questões. Foto: Giovani Andreoli.

A respeito do ano passado, os gestores esclareceram questionamentos dos servidores presentes. Para quem não participou na organização, explicaram a dinâmica de trabalho: houve uma comissão geral, e em torno dela vinte sub-comissões temáticas, sendo que a força de trabalho mais efetiva no evento (as monitorias, por exemplo) estava formada majoritariamente por alunos voluntários. Inclusive, mencionaram da possibilidade de que, realizando o evento em período de férias letivas, faltem alunos interessados na (e fundamentais para a) composição das comissões e forças-tarefa.

Houve auxílio de pessoas de outros Campi, pois o volume de trabalho foi grande. Citaram a equipe da avaliação científica como a mais requisitada. No total, havia cerca de cem pessoas envolvidas na realização do SIEPE em 2012. Hoje, enquanto alguns avaliam ser necessário de cento e cinquenta a duzentas pessoas nas comissões, outros opinam que é mais difícil de organizar acima de cento e cinqüenta pessoas. O coordenador acadêmico chamou atenção para a importância do trabalho coletivo e colaborativo, do comprometimento de cada servidor no processo.

Avaliaram que poderia ter havido um maior suporte da Reitoria, de um modo geral, e essa será uma exigência este ano: de que a Reitoria priorize pedidos de apoio estrutural (por exemplo, pedidos de compra específicos do evento antes de qualquer outro pedido de qualquer Campus), inclusive com a garantia de autonomia do Campus Bagé para requisitar equipes de órgãos específicos.

Quanto ao desdobramento do evento em 2012: quais formam os benefícios, quais os custos para o Campus Bagé? De acordo com o diretor Fernando Junges, não houve ganho ou perda financeira, pois houve uma rubrica específica da Reitoria para o evento que garantiu o recurso orçamentário, procedimento que deverá se repetir este ano. O único efeito concreto, especificamente para o Campus Bagé, foi a abertura do Bloco 4, cuja licitação estava associada à da caixa d'água e que necessitaria de um prazo maior para entrega. Na eminência do IV SIEPE, foi assinado um termo que dissociou as duas obras, adiantando a disponibilidade do prédio para o uso, apesar da ausência de abastecimento na instalação hidráulica. Posteriormente, em vista da inviabilidade de acesso pelo Bloco 3 (inacabado até hoje), os gestores do Campus Bagé tiveram como recursos humanos disponíveis apenas os auxiliares de serviços gerais costumeiramente contratados pelo Campus, sem a atribuição ou mesmo a formação para a tarefa de construir outro acesso ao Bloco 4. O resultado é conhecido por todos.

Auditório do Campus Bagé. Foto: Giovani Andreoli.



(1) = diretor do Campus Bagé
(2) = psicólogo do Campus Bagé
(3) = coordenadora administrativa do Campus Bagé

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Manejo Sustentável em Quaraí (1): o Campus Bagé visita a Festa do Butiá e apresenta projeto de Extensão



por Giovani Andreoli(1),
Paloma Rosa(2),
Suelen Carvalho(3),
Thaís Baldez (4)
e Vanessa Rosseto (5)


publicado originalmente no Jornal Universitário do Pampa http://www.junipampa.net


Foto: Suelen Carvalho

Um domingo, às 6 h da manhã, em frente à Praça de Esportes (Centro de Bagé), foi o ponto de encontro de um grupo de extensionistas da Universidade Federal do Pampa (Unipampa). Enquanto muitos retornavam das festas do sábado, e outros dormiam no frio da madrugada, a disposição pelo diferente serviu como sua principal motivação. Alunos, técnicos administrativos e um professor da Universidade viajaram até a zona rural no município de Quaraí, convidados pela bióloga e ambientalista Vanessa Rosseto, que coordena o Projeto de Extensão “Manejo Sustentável e Participativo de Butiazeiros no Município de Quaraí, RS".

Esse projeto iniciou com um convite da empresa Emater ao Campus Dom Pedrito, unidade da Unipampa onde Vanessa trabalhava antes de vir para Bagé, propondo então pesquisa e interação com a comunidade local. Já faz doze anos que a técnica Betinha, profissional referência na Emater, acompanha as mulheres produtoras e promove a atividade cooperativa. O butiá cresce naturalmente naquelas terras e os produtos derivados (como a geleia e o licor) são importantes tanto no aspecto econômico quanto para a valorização social das mulheres que ali trabalham.


Foto: Giovani Andreoli

O trabalho da Unipampa visa auxiliar no manejo sustentável do butiazeiro e contribuir com as produtoras rurais na melhoria da qualidade à nível técnico. Vanessa nos explicou:

“Aproveitamos o momento da ‘1ª Festa do Butiá de Quaraí’ para apresentar à comunidade os trabalhos desenvolvidos pela Unipampa com o butiá da região. Nós levamos o óleo de butiá, produzido por diferentes métodos de extração, e o bagaço (parte fibrosa da polpa), usado para tratar um efluente industrial chamado azul de metileno. Levamos também: artesanato utilizando o bagaço do butiá; um microscópio para as pessoas visualizarem o material com aumento; o folder da produção de geleia de butiá; o ‘Jogo do Butiazeiro e do Meio Ambiente’, elaborado por nós com fins didáticos. A atividade nos permitiu trocar experiências com a comunidade, e os alunos puderam ver na prática como se desenrola uma ação de extensão.


Foto: Giovani Andreoli


Foto: Giovani Andreoli

A festa estendeu-se ao longo do dia através de atividades tradicionalistas, inclusive oferecendo um almoço tipicamente campeiro. A aluna de Engenharia Química Thaís Baldez comentou: “Sobre a festa do Butiá em Quaraí, posso dizer que foi muito proveitosa. Em um ambiente simples, com pessoas simples, pudemos ver como a disposição e empenho podem trazer grandes frutos a uma ‘pequena sociedade’ como a do interior daquele município. Também percebemos como tem pessoas interessadas em evoluir, se desenvolver, mostrando o que há de melhor naquela região. Foi fácil de enxergar: o pessoal ajudando a vender tickets de lanches, pessoas cozinhando, acredito que todos trabalhando espontaneamente. O concurso de poesia foi muito interessante, pois ajudou a enriquecer e alegrar a tarde dos que se dispuseram a participar da festa. E além de sermos muito bem recebidos, nós aqui da Unipampa tivemos o privilégio de passear pelo butiazal, que é uma vista única. Sem falar que ainda deu pra degustar um que outro butiá (de ótima qualidade, pra mim, é claro).” Outra estudante, Suelen Carvalho, declarou:

“Bem, o que posso dizer é que gostei muito. Um mundo completamente novo pra mim que não sou do RS, onde aprendi muito, me emocionei com o concurso de poesia (algo que não se vê muito hoje em dia) a disposição dessas pessoas em se desenvolverem utilizando um bem da própria região, o butiá. Adorei também a interação dos presentes com a apresentação da pesquisa, principalmente das crianças. Houve uma enorme receptividade de todos com os equipamentos levados pela Unipampa. Fiquei muito feliz por ter tido a oportunidade de conhecer tudo isso.
Foto: Giovani Andreoli

Além da proposta da universidade de apresentar a atuação da Extensão Unipampa durante o evento, e de uma oportunidade para conhecermos a comunidade, este registro (texto, fotos e também um vídeo) foi realizado por dois representantes de outro projeto de Extensão, o Jornal Universitário do Pampa. O jornal trabalha com uma escrita colaborativa experimental, objetivando tanto o aprofundamento no aprendizado do escrever, quanto a visibilidade de projetos na própria comunidade universitária.

Outros acadêmicos presentes, interessados no assunto, também puderam acompanhar o belo exemplo da interface com o “mundo lá fora”. A técnica em Química e coordenadora administrativa no Campus Bagé, Paloma Rosa, disse: “A experiência com a comunidade sempre é ótima. Foi minha segunda visita a propriedade através do projeto. Minha expectativa é que tenhamos sempre mais e novos membros da Unipampa se juntando à atividade.”
Foto: Giovani Andreoli




(1) = técnico na Unipampa, integrante do projeto de Extensão que produz o Jornal Universitário do Pampa
(2) = técnica na Unipampa, coordenadora administrativa
(3) = graduanda do curso de Engenharia Química na Unipampa
(4) = graduanda do curso de Engenharia Química na Unipampa
(5) = técnica na Unipampa, coordenadora do projeto e da sua apresentação junto à comunidade





Oficina problematiza a gramática normativa



por Flávia Azambuja (1),
Giovani Andreoli (2)
e Greice Kelly Jorge(3)

publicado originalmente no Jornal Universitário do Pampa http://www.junipampa.net


No dia 8 de abril ocorreu a oficina “Gramática: uma descrição para o ensino”, com a professora Silvana Silva, na Unipampa, campus Bagé. Essa oficina foi uma realização do Núcleo de Didatização de Saberes, projeto de extensão que faz parte do Observatório de Aprendizagem.

Foto: Nathália Cabral

A oficina, segundo a professora Silvana, teve como objetivo problematizar um tópico gramatical, propor uma descrição com viés semântico e também reflexões sobre possíveis efeitos positivos deste enfoque no ensino de Gramática na Educação Básica.

Ela explicou que há pouca bibliografia a respeito da forma como as pessoas se apropriam do conhecimento sobre a Gramática. Nesse sentido, a própria estrutura de composição das gramáticas organiza-se em um raciocínio circular, autorreferente, que remete a outros termos técnicos dentro da própria gramática. No material distribuido pela professora era citada uma pesquisa feita junto a trinta e dois professores em São Paulo, após um curso de formação, que indicou que 90% afirmam que a gramática serve para os alunos escreverem melhor, porém apenas 30% assumem que quantidade de exercícios propostos é sinônimo de “prática gramatical”. Em outras palavras, reconhecem que não é possível ensinar somente decorando a sintaxe.

Depois, Silvana falou sobre a pontuação no sentido amplo, como qualquer “sinal diacrítico (ou seja, não alfabético), ou um elemento de relevo no texto. Nesse sentido, professores de séries fundamentais costumam ensinar que a pontuação funciona como "entonação", porém esta descrição reduz a língua escrita a apenas uma representação gráfica da língua falada, o que não é verdade. Há uma grande liberdade de uso da pontuação se considerarmos os gêneros de textos em circulação. De qualquer modo, existem três funções básicas comuns a todo processo de pontuação: sintática (ou de separação), semântica (ou afetiva) e enunciativa (ou atualizadora). A professora demonstrou em seus exemplos que há casos em que uma das funções se sobressai, porque todas sempre estão presentes. E melhor seria, diz Silvana, procurar estratégias de ensino em que o aluno compare os sinais de pontuação, criando frases semelhantes.

Foto: Nathália Cabral

Foto: Nathália Cabral

A renovação no ensino de gramática é um tema complexo não pode ser esgotado em uma oficina, mas a ministrante acredita que é relevante semear a conscientização entre professores e futuros professores.

A procura pela oficina foi grande, 41 participantes. Entre eles, havia alunos de Letras, professores e outros visitantes. Apesar de alguns participantes não trabalharem com o tema em seu dia-a-dia e se mostrarem perplexos, com a nova abordagem dada ao tema, a maioria se mostrou intrigada e muito interessada pelo tema.

Na segunda metade da oficina, os participantes trabalharam em pequenos grupos, realizando uma atividade de discussão. Ao final, já receberam os certificados de participação (com carga horária de 3 horas), demonstrando a agilidade da equipe de organização.




(1) = acadêmica do curso de Licenciatura em Letras, Unipampa Campus Bagé, integrante do projeto de Extensão que produz o Jornal Universitário do Pampa
(2) = técnico na Unipampa, integrante do projeto de Extensão que produz o Jornal Universitário do Pampa
(3) = acadêmica do curso de Licenciatura em Letras, Unipampa Campus Bagé, integrante do projeto de Extensão que produz o Jornal Universitário do Pampa

Palestra "Um deus escondido"

O Projeto de Extensão “Filosofia para todos” abordou a relevância da Teologia para a História da Ciência

por Marcilio Morais (1),
Luciana Rodrigues (2)
e Giovani Andreoli (3)

publicado originalmente no Jornal Universitário do Pampa http://www.junipampa.net


Foto: Giovani Andreoli (3)

O Projeto de Extensão “Filosofia para Todos” nasceu a partir de um anseio da comunidade acadêmica, principalmente da área das Engenharias, por maior contato com a área das humanidades. A área da Filosofia mostrou-se uma ferramenta poderosa para atender essa demanda, pois une o rigor do método investigativo e de demonstração (parte do método científico atual) com a especulação teórica de temas caros às pessoas em geral (como estética, política, ética, epistemologia e metafísica).

À primeira vista a aproximação da Filosofia com as Ciências Exatas pode parecer estranha, porém justifica-se nesse retorno da Filosofia às suas origens. Os encontros propostos pelo Projeto de Extensão “Filosofia para Todos” abrem espaço para a reflexão, o debate, a crítica e os questionamentos a cerca de temas de interesse dos estudantes, servidores da universidade e comunidade em geral. Em 2013, segue em sua segunda edição, com a renovação da equipe original, agora sob a coordenação do professor Marcilio Machado Morais e com a colaboração da aluna voluntária Steffany Rincon Peters, integrante do Programa PET-Engenharias. Ocorre mensalmente nas segundas quartas-feiras de cada mês.

No mês de abril, o II Encontro Filosófico contou com o Doutorando em Filosofia da UFRGS, Cristiano Junta, que nomeou sua palestra “Um Deus Escondido: uma investigação sobre a reflexão de David Hume sobre a Religião Natural". Ele apresentou principalmente a visão do filósofo escocês David Hume, tratando sobre a possibilidade de apreensão racional da idéia de Deus a partir da obra “Os Diálogos da Religião Natural”. Nesse sentido, Junta versou sobre “Filosofia da Ciência” a partir da questão teológica. Primeiro, avaliou o que os pensadores da igreja puderam alcançar, quais os métodos de reflexão que utilizaram. Depois, passou por Pascal, filósofo francês que trabalhou com a noção de "fideismo", a aceitação de Deus como um ato de fé na ausência de prova racional, pensando a aceitação como "revelação", um sentimento… Isso em oposição ao pensamento filosófico corrente na época, como por exemplo o exercício racional de Descartes, que propunha provar logicamente que Deus não existe. Hume teria assumido uma posição agnóstica, ele escreveu diálogos entre três personagens fictícias, em doze partes, discutindo não propriamente a respeito da existência de Deus, e sim de sua natureza.

Dentro das idéias analisadas, temos a visão antrocêntrica de uma causa para o aparente ordenamento do universo que observamos, uma espécie de "desígnio" ou pensamento anterior à natureza, como um "governo inteligente" sobre tudo que existe. Esse "autor da natureza" seria semelhante à mente humana, nessa visão, porém em uma escala incalculavelmente mais complexa. Hoje conhecemos essa tendência do pensamento como “criacionismo” e ela não é aceita pela atual Ciência exatamente porque nela questionamos a desproporção da escala entre o ser humano e o resto do universo, sendo uma “parcialidade antropomórfica” propor que o todo teria natureza semelhante a uma parte tão ínfima como nós. Por outro lado, a noção de uma organização total do universo, (que funcionaria como certa ordenação encontrada também em cada uma de suas partes e sub-partes avançando até as partículas mais essenciais) aproxima-se do que hoje conhecemos como Pensamento Sistêmico.

Temas complexos como esse derivam em inúmeras discussões e não é pretensão nossa desenvolvê-las aqui. Mais importante é tentar transmitir a relevância desse projeto, reforçando o convite a comunidade acadêmica e não acadêmica.



(1)  professor da Unipampa
(2)  professora na Unipampa (Engenharia Química) e integrante do projeto
(3)  psicólogo social institucional, técnico administrativo na Unipampa



quarta-feira, 10 de abril de 2013

Pampastock 2013 (1): a caravana visita Bagé


por Giovani Andreoli(1)


(publicado originalmente no Jornal Univesitário do Pampa http://www.junipampa.net)


Estudantes da Unipampa Campus São Borja  visitaram o Campus Bagé para falar do “Pampastock 2013: Cevando o Rock na Fronteira
”. Trata-se da terceira edição de um evento organizado por comissão autônoma da sociedade civil, sem fins lucrativos e acompanhado por um projeto de extensão que visa o registro audiovisual do evento: O “Pampastock, por uma Sociologia do Rock”.

Foto: Giovani Andreoli

Os divulgadores do evento são de três cursos do campus São Borja: Relações Públicas (Thaysa Flores), Publicidade e propaganda (Nathalie Fontoura) e Serviço Social (Raphaela Andrade, Clenair Poll e Wagner Martins). A idéia surgiu na forma de um trabalho de conclusão de uma disciplina da universidade (também intitulada "Sociologia do Rock", disciplina complementar de graduação, 60 horas), ministrada no Campus São São Borja pelo professor Cesar Beras.

Agora o Pampastock tornou-se um projeto de extensão formalmente registrado, o que facilita a aprovação de transporte e conta como  certificação de horas enquanto atividade complementar para graduandos da universidade. Inclusive já ocorreu um show de pré-lançamento no início de novembro do ano passado, sendo que o festival está previsto para ocorrer nos dias 5 e 6 de julho no Clube Recreativo Samborjense. Por outro lado, além das apresentações das bandas, há interesse em manter o evento com seu caráter acadêmico, de modo que haverá seminários durante o dia e oficinas no sábado, os painéis - "Mitos e preconceitos", "Sexo, drogas e rock and roll" e "Sociologia do rock como prática pedagógica" -, além das apresentações das bandas à noite 3.

A visita dos estudantes consistiu em dois momentos: o comunicado oral e a distribuição de folhetos com informações nas salas de aula e nos corredores e a reunião com a comissão local. Nessa reunião,  as duas comissões (local e visitante) discutiram assuntos referentes ao planejamento da curadoria de Bagé, que deverá ocorrer em todos os outros campi, a fim de selecionar uma banda local que represente o município no evento. A comissão local hoje é formada por Ana Eveline Marinho (técnica administrativa no Campus Bagé), Gabriel Benoni (estudante de música), Lisandro Moura (professor do IFSul), Felipe Lima (estudante Engenharia de Energias Renováveis) e Giovani Andreoli (técnico administrativo no Campus Bagé).


Foto: Giovani Andreoli

Foto: Giovani Andreoli

Há uma lista de e-mails (a Ágora virtual) que serve para manter o contato entre os organizadores nas dez cidades. Eles sugeriram a realização de uma festa em cada município para arrecadar fundos para o projeto. Os membros da curadoria serão definidos antes do dia 22 de maio. 
Foi feita a sugestão de que Candiota, Aceguá e Hulha Negra sejam adicionadas ao processo de seleção, trabalhando pela regionalização no sentido de cooperação entre cidades próximas.

Não é necessário que as bandas tenham integrantes da Unipampa. E, diferentemente das duas edições anteriores, em que houve a preocupação em se levar uma banda já renomada, a ideia do terceiro Pampastock é dar ênfase à integração entre municípios e apoio do desenvolvimento da região, visibilizando bandcas ainda desconhecidas no mercado. A entrada pode ser 2kg de alimento não-perecível ou produtos de limpeza. Por fim, está previsto o lançamento do livro intitulado “Sociologia do Rock”.

Foto: Giovani Andreoli




(1) = técnico administrativo, Unipampa, campus Bagé